Sobre

Olá, visitante! Seja bem-vindo ao 8-Bit Flying Circus!

Vocês devem estar se perguntando de onde diabos surgiu essa idéia insana, não é verdade? Não fui eu quem a criou, mas o sujeito que a bolou é um verdadeiro gênio, devo salientar. Enquanto navegava pela Web em 2008, deparei-me com o fantástico site Pixel Pals, que era exatamente sobre tirinhas feitas com sprites e cenários do NES, o qual recomendo a todos conferir clicando aqui. Não conhecia registros de nada sequer parecido com o que o cara fazia, e lá já havia tirinhas desde 2002, então assumi que o autor era pioneiro. (Um tempo depois de começar este site descobri que ele não era o primeiro, mas foi sim um dos pioneiros. Clique aqui para saber mais.) Foi amor à primeira vista. Três das minhas maiores paixões reunidas num lugar só: tirinhas, games e Pixel Art. o humor do cara é sensacional e me fez dar muitas risadas. Assim que terminei de ler todas (quando o conheci ele já havia encerrado as atividades, triste) resolvi que tinha pelo menos de tentar algo parecido.

O modelo das tirinhas é legal, pois é um entretenimento rápido que pode despertar tanto gargalhadas quanto reflexões profundas. É uma excelente forma de expressão e de manifestação artística. Sempre gostei de tirinhas e já bolei roteiros pra várias, mas como não sei desenhar nem bonequinhos de palito, me interessei pela ideia de trabalhar com sprites e cenários já prontos.

Todas as ferramentas de que precisava eu já sabia usar: emuladores com suas funções de captura de tela e um editor gráfico básico para lidar com pixels. Esse mesmo: o Paint. Distribuído com o Windows desde a versão 3.1 (quando ainda se chamava Paintbrush), o Paint é um programa que se presta maravilhosamente bem para trabalhar com Pixel Art, que nada mais é que agrupar pixels até que se pareçam com formas ligeiramente reconhecíveis (ou não). O que facilita muito meu trabalho de criar tirinhas é a impressionante capacidade que os game designers de antigamente tinham para passar emoções com apenas um punhado de pixels. Reparem nas expressões do Mega Man abaixo e entenderão o que estou falando.

As muitas faces do Mega Man

Com o cenário montado, eu só precisava mesmo era de idéias para as tirinhas, e isso era o que não faltava. Tendo crescido cercado de videogames por todos os lados em todas as épocas da minha vida, eu já joguei praticamente de tudo: do Atari às gerações atuais, passando por minigames LCD, PCs e até consoles mais obscuros, graças às maravilhas da emulação. Os videogames que mais joguei durante a infância e adolescência foram o Atari 2600, o NES e o SNES. Ainda hoje em minhas jogatinas retrogamers o NES é um dos meus sistemas favoritos: daí o foco das tirinhas ser direcionado a este console, fora o fato de ser bastante prático editar cenários e sprites de NES. Mas isso não quer dizer que ficarei restrito a isso, muito pelo contrário. A palavra de ordem neste site é desordem, por isso não há restrição a absolutamente nenhuma ideia insana que brotar dessa minha cabeça oca.

O nome do site é uma óbvia homenagem ao Monty Python Flying Circus, o lendário grupo de humor britânico que fez sucesso durante os anos 1970 e ainda hoje fazem discípulos e seguidores pelo mundo afora. Por favor não entendam que o humor do site é “estilo Monty Python”. O nome do blog é apenas uma homenagem, não uma regra: nem que eu quisesse muito conseguiria produzir humor no nível dos ingleses. Eles são mais uma fonte de inspiração anárquica que qualquer outra coisa. Quem conhece o trabalho dos caras pelos filmes ou série de TV irá pescar referências em meio às tirinhas. Outra coisa que gosto de fazer são referências: de música pop passando por desenhos animados à História Geral, tem de tudo um pouco.

Bom, pessoal: espero que curtam as tirinhas e que elas lhes despertem boas risadas. Esforço-me ao máximo em cada uma delas e seria infeliz se ninguém mais além de mim as conhecesse. Afinal, o que seria do palhaço sem seu respeitável público?

Um grande abraço a todos os visitantes,

Tiago Ruback

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